Sonho...


Eu que pareço escrava, diante da boca que apenas cala aos ouvidos e sussurros iminentes das entranhas, que de repente apaga num despertar dos sentimentos velados que vem...
Vou me relevando em pensamentos do que poderia ser exato e concreto e conduzo apenas o que permito para a vida que tenho
Sigo passos firmes e visíveis de cada verdade, e o que depois poderá ser, se não apenas verdades, aos olhos teus.
Assistidos de liberdade, que morre e vive cada minuto da sua sede, bebo um pouco de cada dia, e descubro o caminho dúbio do que poderia ter.
Confuso dentro da redoma que no amanhecer encobre tantas camadas de veracidade, discurso entre os lençóis e os armários mudos - da minha cabeça, um pouso e uma partida de dúvidas, que eu possa ser e tenha, e agora nem sei...

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