Ao longo da Costa Mediterrâneo és que surge minha primeira ida - a terra. De repente torna-se o caminho mais interessante dos tempos, suas arquiteturas e sua engenharia civil me tornam apenas pensamentos dentro de mim.
Entre devaneios e pressentimentos descubro cada pedaço na minha cabeça, tentando se encontrar, como fagulhas queimando, luminosamente o que dentro e fora do meu corpo escondia, diante e durante o que eu não conhecia daquele pedaço de terra que acabava em mim. Eu me decompunha em faísca de luz e chama - como se meu corpo estivesse todo encoberto de uma verdade que me iluminava diante daquela incrível modernidade, eu me descobria e me enganava a todo tempo e a cada palavra demonstrativamente segura que evocava, era uma mistura muito tênue, mas ao mesmo tempo muito densa - de que a crendice do que sentia não era tão medíocre do que pensará.
Antes mesmo de seguir caminho, bebi todas as águas possíveis para que meu corpo não se transformasse eternamente em terra seca, e ao mesmo tempo não enxaguasse como um infortuno lago sem vida. Continuei o caminho com a lacuna da ingestão, agora de sólido que me faltava. Eu nem sei mais o que procurava, as palavras já não se faziam tão caladas e eu não tinha tempo a perder com uma idéia insaturada. Eu gostava de descobrir que mesmo os caminhos tortuosos, davam em algum lugar. Cada dia que se passava em peregrinação a cada bendita charada, eu sentia um distanciamento. Eu era muito ativa e ansiosa para esperar tanto em cada 24 horas que se passavam, tudo era ontem, era já, mesmo que me deixasse despedaçada.
Entre devaneios e pressentimentos descubro cada pedaço na minha cabeça, tentando se encontrar, como fagulhas queimando, luminosamente o que dentro e fora do meu corpo escondia, diante e durante o que eu não conhecia daquele pedaço de terra que acabava em mim. Eu me decompunha em faísca de luz e chama - como se meu corpo estivesse todo encoberto de uma verdade que me iluminava diante daquela incrível modernidade, eu me descobria e me enganava a todo tempo e a cada palavra demonstrativamente segura que evocava, era uma mistura muito tênue, mas ao mesmo tempo muito densa - de que a crendice do que sentia não era tão medíocre do que pensará.
Antes mesmo de seguir caminho, bebi todas as águas possíveis para que meu corpo não se transformasse eternamente em terra seca, e ao mesmo tempo não enxaguasse como um infortuno lago sem vida. Continuei o caminho com a lacuna da ingestão, agora de sólido que me faltava. Eu nem sei mais o que procurava, as palavras já não se faziam tão caladas e eu não tinha tempo a perder com uma idéia insaturada. Eu gostava de descobrir que mesmo os caminhos tortuosos, davam em algum lugar. Cada dia que se passava em peregrinação a cada bendita charada, eu sentia um distanciamento. Eu era muito ativa e ansiosa para esperar tanto em cada 24 horas que se passavam, tudo era ontem, era já, mesmo que me deixasse despedaçada.
Eu sentia que fome ou sede diante de tantas encostas que poderiam pular nada se equiparava a minha própria decisão de chegada.
Eu queria encontra a paz naquele lugar que a cada dia se tornava mais afastado, porque de lá, já não sentia mais a energia evocada, eu queria pegar nesse lugar desconhecido para que o meu status de anseio jamais fosse eliminado. Eu caminhei entre tempos longínquos que só dentro de mim percebi tal dificuldade, eu queria derrubar todos os muros, todas as portas trancadas e fechadas, eu queria deixar aquela luz entrar de novo através dos meus olhos, mas a cada dia que se passava eu me dava conta, que o que procurava era apenas o meu coração – cheios de pegadas, que eu mesma criei, para no final descobrir que eu mesma procurava.
Paulinho Moska - Tudo novo de novo
Um comentário:
Tem selos para vc lá no blog
Beijos
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SEM CENSURA...SE JOGUE!