Família, família!


Domingo, geralmente tem cheiro de maresia, infância e família reunida. Creio que alguns costumes se perderam ao longo do tempo - as famílias atualmente não se reúnem com tanta freqüência aos domingos, para o churrasco, para a feijoada, para o domingo na praia ou clube, ou aquela casa da tio(a).
No final da tarde a sensação de domingo é meio vazio. Do sorvete que não passa mais na porta da sua casa, ou a sobremesa maravilhosa esperada depois do almoço, com o tom de reforço: Se não comer tudinho não vai ganhar sobremesa!!
As famílias trocaram de roupa, e as reuniões viraram uma das várias coisas, do passado, ficou tradicional demais, ou careta demais para a juventude da contemporaneidade.

Beirando a mudança dos tempos e descobrindo que Elis Regina tinha razão quando escreveu a canção “Como os nossos pais”, percebo que alguns anos precisam passar para que a gente entenda exatamente o que significa domingo.

Acho que os pais sentem mais que os filhos, mas o fato é que, a família pós-moderna sempre será uma outra, uma outra e uma outra ...

2 comentários:

Isa Lorena disse...

Na minha casa nossa vai ter uma mesa bem grande madeira, no quintalzinho, onde vamos reunir nossa família - a família de Antônia - para almoçar aos domingos. E as crianças vão fazer a bagunça enquanto nos embriagamos de cachaça e emoções diversas. Vai ser lindo. E não vai demorar tanto assim pra acontecer.

Enquanto isso, preenchemos nossos vazios, nossas tardes vazias de domindo com outras coisas gostosas.

às vezes, basta um pôr-do-sol (com meus hífens sim!) para reacreditar na vida. E no domingo. Voilá!

Te amo.

Anônimo disse...

É... às veaes bate uma saudade danada dessas coisas, e uma certeza meio cruel de que não existe mais...

Ah, só um detalhe: quem escreveu "como nossos pais" foi o Belchior...

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