Tangidos e Plácidos

Foto Vieirinha

Saio de um lugar que não é meu.
Mas meu, como pode não ser?!?!? Esse lugar que me constitui enquanto eu.
Abro a porta de casa e passo a chave e a pergunta na beira da estrada transmitida...

-Vai voltar?
-Claro que sim!

Encontro à mulher mais bonita, disfarçada ou intitulada de Isa que finge no meio das biritas, um artigo próprio, e posso, sou também eu. É a parte de tudo que acredito, nas palavras e papos inebrio. Fala-me parte de cada caso, contos e piadas sarcásticas, e simpáticas da manhã, da semana, do mês e tudo que viveu.

São horas alguns amigos citados em nossos papos que nada tem haver com o significado nada, de tragédias e pedaços perdidos, desencontrados, que juntas podemos ser, mais que eu.
Cigarros roubados e emprestados, dia do samba emaranhados na voz distante e nitidamente clara da Maga (Margareth Menezes). No moinho dos pensamentos e bocados de palavras que significam, mas e mais, o que novamente...cansada, sou eu!?

Desgraças, situações inapropriadas que fazem de nós fortes, mulheres extasiadas, pelo amor, que um dia espera, ela um verdureiro no mercado, e eu?!?!? Compreensão do que definimos e concluímos como vida, do que é o amor, de forma muito clara e nitida, e me reforça numa alma calada, de quem um dia, tudo também pode ser, talvez, mais uma mascara ou uma verdade calada do que foi Jorginho e eu.

Compreendida nas entre linhas, saio daquele bar de madrugada, Isa de um lado e eu, rumos diferentes, caminhos separados, mas convictos de que nada impede, mas que o corpo cansado, mentes embriagadas, cigarros apagados de tudo que podia ser dito e escrito. Fomentos de uma confraria literária, e possibilidade de eternas inseparáveis almas, passar conhecimento pelo conhecimento de algo que nunca se compreenderá isso."Mais" dela .

E que parti mais uma vez de uma discussão fundamentada: Descartes, Aristóteles e Totalidade, talvez holísticas, diga-se de passagem, entre ela e eu.
No final tudo se resume em uma linda citação, cantada do trecho mais louco de Caetano, que diz: “...e aquilo que nesse momento se revelará aos povos surpreenderá a todos não por ser exótico mas pelo fato de poder estar sempre estado oculto quando terá sido o óbvio."
E eu descubro, isso é o sentido mais óbvio, eu sempre vou estar aqui, mais perto ou longe...Nós(não mas ela e eu), cada uma com sua habilidade completada.

E agora faz sentido, simples vida é o meu capricho, do que um dia, se perdeu!
Mas é muito meu, e não precisa ter sentido, só para os poucos amigos, ou quem quiser se aproximar do que é meu. Vou dormir...Sem citar a despedida da Alfazema, que Isa por brincadeira, e eu respondi rapidamente. Não post isso, porque é o meu cheiro, e é só meu.
Nos fazemos agora separadas, ela e sua loucas mensagens de torpedos em celulares...
"Negaaaaaa! To no buzu!Velho. Se eu contar você vai q nem eu, creia: tinha uma carteira de Carlton na minha bolsa, q viagem...To chegando. Te amo. Durma bem neguinha..."
E isso rei, ninguém paga, é ela e eu.
Fodeu!

Grande Amiga, eu e Isa.
Casa da Roça, tomando umas cervejas e proseando.

Amo!

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