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Net às 02:30


Na falta de palavras para explicar e entender minha noite de hoje, ouço REM - Lossing My Religion e busco escrever alguma coisa. )*¨$#$¨*()(&*¨%$#$¨*&


Na ausência de palavras encontro no google essa crônica.


O Blog é maneiro e descreve um pouco e de forma cabeçoide (inteligente ) minha noite de hoje!


P.S. Preservando os direitos autorais segue ao final da Crônica onde encontrar e quem escreveu!


Crônica do Algodão


-Ei, que tal me ajudar a contar uma história?


- Como posso fazer tal coisa?


-Não sei, mas se você fosse contar como faria?


- Começaria pelo meio.


-Pra depois explicar o início e o sentido?


Não sei... Mas pode ser uma idéia.


- No meio está sempre a melhor parte. O começo sempre é lento... O fim sempre rápido. Mas o meio tem a história em si...


-Ok... Concordo com você... E é estranho se a gente parar pra pensar.


- Tipo...?!


-Tipo... Como algo sem pensar pode marcar uma continuidade de atos. E não só isso: começo e fim.


- O começo virá quando na metade precisar de uma resolução...E o fim com a necessidade da conclusão. Estarei errado?


-Não, não estaria... A questão talvez seja como desenrolar isso . É que coisas rotineiras, vc bem sabe, que fazem meu forte. Mas de certa forma, às vezes, me falta o fio da meada. Acho que é quando você entra.


- Certo. Então o que me diz de fazer do seu jeito? Pelo começo...


-Mas como começar? Eu já te contei que andava pelas ruas...


- O que na rua fazia? Apenas caminhava...? Ou procurava algo a mais?


-Não... Eu só caminhava, e nada mais... Às vezes as pessoas nos abordam quando isso fazemos...


- E o que pensa dessas abordagens? Às vezes acho que são deveras aborrecedoras...


-Acho que depende. Às vezes você tem disponibilidade pra aceitar, em outras não. Bom, o fato é que nesse dia eu aceitei.


- Você... tipo... aceitou? Não achou meio... sabe... prematuro...?!


-Sabe quando você tá naqueles dias em que parece que as afirmações mais espontâneas são as melhores? Acho que eu simplesmente me deixei levar...


- Eu talvez tenha medo. Você entenderia se eu dissesse que... tenho medo?


-Entenderia. E na verdade entendo. Nunca se sabe o que passa pela mente, como se quer fazer. É um risco que se pode correr.


- Isso eu sei...!


(Silêncio)


- Mas o que a faz querer correr tal risco?


-Hum... Sabe que ainda não tinha parado pra pensar nisso? Talvez...


-Talvez...?


-Ah, não sei... acho que pra cada abordagem e pra cada dia uma reação. Você isso entende?


- Acho que sim. Cada dia é um dia... nunca igual... nem sempre diferente... Mas existindo pra ser preenchido...


-É... E naquele dia eu não tinha intenções... Saí de casa pra resolver algo bobo. Mal sabia que algo iria me render.


- Entendo!! Hã... Podemos nos encontra ao acaso...sem intenções alguma e ainda assim... ter alguma?


-Olha...


- Oh.


-É algo totalmente possível sim. Quer dizer... Um dia você sai de casa pra encontrar alguém. E vai sem inteção, pra depois as coisas mudarem ou em um outro dia você sai de casa para encontrar o nada e acaba com alguma coisa, que te faz ter intenção.


- Isso seria interessante. Um novo prisma para o casual.


-Pode ser, mas uma coisa eu te digo...


-Sim...


-Às vezes realmente me pergunto se essa "coisa" de acaso é existente.


- Ora! Bobagem... eu acredito que sim. As coisas acontecem o tempo todo... eu... você... qualquer um... estamos fadados ao acaso!


-Não é isso! É que se for pra fazer uma visão por um outro ângulo eu até poderia pensar o seguinte:


- Uh...


-Eu saiu sem pensar em nada de demais. Você sai querendo alguma coisa. O fato de você me abordar não vai ser ao acaso, talvez seja já pensado, já sentido. Mas o fato de ser especificamente para mim... Isso sim poderia ser acaso... Mas não o fato da abordagem. Por um lado existe e por outro talvez não. Ah, não sei se me entende...


- Acho que entendo sim... Mas talvez tracemos isso muitas vezes ao dia... e não percebemos!


-Com isso eu concordo.


- E o que pretende agora? O que quer agora?


-Mas calma eu te questiono pra me ajudar a contar uma história e não pra me fazer falar de acaso. Nem adianta... todo mundo já sabe do que se trata.


- E como quer proceder com a sua... Bem... A sua história? A história é sua. Eu me encaixo nela?


-Se encaixa sim... Você é aquele para o qual me relato.


- Seria eu um escape?


-Não. É aquele pelo qual eu confio em fazer parceiro.


- Por favor... Então siga... Sente-se mais perto. Relate.


-Olha, não é você... Não é o que acontece e nem mesmo como acontece. É como as coisas podem fazer sentido e um cinco minutos perderem.


- Algo... rápido, forte, mas que segue seu caminho sem dizer "adeus"...


-Exato!


- Em cinco minutos pode se saber muita coisa... Ou... não.


-É como tentar passar a alguém por um mero instante algo que a você pode ser decisivo, naquele instante. E que depois pode perder toda a sua magnitude. Quantas coisas não já se fez por perder diante de tantas outras mais fáceis de se seguir? Els foram mais importantes depois? É que, a exemplo, para mim pareceu ter menor valor...


- Eu entendo seu ponto de vista. E acho que já vivi isso também. Mas e depois dos cinco minutos? O que fica? Mais cinco? Ou o desejo de mais cinco?


-É... Talvez... De exemplo acho que daria as coisas que começamos juntos no impulso de uma idéia empolgante e que sequer chegaram a sua metade. Acho que é mais simbólico o desejo dos cinco minutos. Mas se...


-Se...


-Se um sequer foi feito, mas feito de verdade, talvez todo o resto possa ter seu impulso.


- É o que sente?


-Acho que sim. Acho que preciso começar ao menos um para que depois venha o restante. E não deveria ser assim: um por vez?


- Passos. Um de cada.


-Seria mais fácil, não?


- Sim. Mas não podemos contar com isso sempre... Nem sempre.


-Verdade, mas sabe de uma coisa amigo?


- Diga...


-Acho que tá sendo válido... Válido pelo chocolate quente de hoje a tarde. Válido pelo aconchego do teu sofá... E se fosse pra falar sobre cada coisinha dessas... Acho que renderia muita coisa. Ao final das contas você acaba fazendo uma certa linha do que se viveu, mas o que se pode viver ainda é incógnita... E pouco se responde


.- Acho que tenho que concordar com você. Uma vida inteira não é um décimo de tudo!


-É... Bom, seja como for. Mais uma vez tivemos que ter um diálogo assim.


- Sempre que precisar meu sofá estará aqui.


-Grata. Mas, e hoje a noite será que irá comparecer a reunião entre amigos? Quem sabe o acaso não bate na nossa porta, heim?


- O acaso...! Olhe bem pra mim... Você quer que ele aconteça? Que blusa é essa que veste? Não seria aquela? A do ACASO?


-Se eu quero que ele aconteça? E quem disse que se quer? Quando se quer o caráter é perdido... Mas comigo, pelo menos ela tem uma cor. Ou teve.


- Eu sei... e ela é essa aí... ou estou errado? Algumas histórias talvez!


-Nossa! E acho que esse diálogo é mais uma história para ela! Como é que era mesmo: começar pelo meio e depois explicar o resto? Nem muito lento, nem muito curto... Acho que fizemos do seu jeito afinal.


- Sim... por aí... Acabamos por fazê-lo. Sempre funciona... de uma forma ou de outra! Seria essa a conclusão em cima de uma explanação?


-O que é que se pode concluir? Sei lá! Eu conheço um cara na rua e estou de lilás! Eu acabo o relacionamento e minha amiga devolve a blusa lilás que havia esquecido com ela. Eu conheço um outro cara e estou usando a mesma blusa. E hoje na sua casa falando da história desse tal objeto e usando a mesma... O que se conclui?


- Karma?


-Amuleto?


-Talvez... é assim que vê? Um amuleto? Quer mais chocolate quente? A chuva não pára...


-Não. Se eu fosse um amuleto não teria tido essa pouca sorte de hoje, o que te faz aprender... Dia preguiçoso, não é? Então acho que aceito mais chocolate. Obrigada.


- Sim.Antônio então levanta, vai até a cozinha e retorna.


- Então... A mesma blusa hoje... Será que...?


-Será que o quê? Está a dizer que meu acaso hoje vai ser você?Então Cecília sorri...


- Hã... a-acho que...não...! - responde engolindo em seco - Mas o dia ainda não terminou... Seu acaso... ainda pode... bem...acontecer... acho...


-E será que ele vai ser um daqueles trajando lilás? Tá... desculpa pela brincadeira.


- N-não se preocupe... é que...uh... Enfim...


-Eu não quis te deixar sem jeito...


- Oh! Não, não... eu - -


-É que ocasionalmente sou meio que direta, às vezes.


-Te conheço há um bom tempo... S-sei como você funciona. Só digo que o acaso ainda pode chegar a você. Sem precisar ser eu... Afinal de contas... o dia corre!


-Se! E por falar nisso acho que nossa chuva convidativa pra uma tarde no sofá da casa de um amigo vai chegando ao seu fim. De todo modo talvez te veja hoje na reunião.


- Sim... Talvez não. O Acaso dirá? Quem sabe...


-Tudo bem... Vejo que você hoje faz o gênero "deixa acontecer"... Não te culpo, mas se é pelo que aconteceu anteriormente entre você e a Amélia... Ela mesmo disse que tudo bem. E quer que você vá. Acho que vim aqui também pra dizer isso e acabei por esquecer...


- E-eu... bem... Amélia -


- hmm... é... eu vou sim... v-você sabe que não há mais problemas nesse sentido...


-Ótimo . Então lá a gente se vê. Uma vez mais brigada amigo. A chuva deu uma trégua e vou pra casa.. Ainda tenho coisas a resolver.


- Certo... hã... Nos vemos então.


-Então tá...Cecília, ainda desconcertada, apenas acena um tchau com uma das mãos ao tempo que Antônio fecha a porta atrás da mesma.


(Joyciana Rabêlo Vs Edvanio Pontes)


Onde achar os autores: alhures-liz.blogspot.com/2008/01/ensaio-de-algodo.html - 66k -

Um comentário:

Rica Licita disse...

Boa noite, C. R. Santos... Sou a autora da crônica que você pegou emprestado... E fico feliz que tenha gostado da mesma. Fique à vontade para visitar-me quando quiser.

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SEM CENSURA...SE JOGUE!